Vencer ou…Vencer!

Os vencedores são apenas ex-perdedores que ficaram furiosos e se cansaram do seu fracasso.
Pare de se concentrar nos problemas e se concentre nas possibilidades. Corra atrás delas pois você nunca possuirá o que não estiver disposto a buscar.
Se concentre nas oportunidades. Sua mente é a sala de estar das circunstâncias do amanhã!

“…tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8

Interprete as situações aos olhos de Deus…Sabedoria é ver o que Deus vê!

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::ABSORVA A BELEZA DO MOMENTO::

O sexo além do prazer.

Antes que você pense que Hooked – New Science on How Casual Sex is Affecting Our Children(Northfild Publishing) é outro livro com lições de moral anacrônicas, leia mais uma vez e atentamente o subtítulo da obra. O livro não tem nada de moralizante e está perfeitamente “antenado” com as novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro humano – aliás, o aspecto científico é exatamente o ponto forte da publicação. Escrito em coautoria pelos ginecologistas e obstetras Joe S. McIlhaney e Freda McKissic Bush, o livro deixa claro que, assim como a comida, o sexo pode ser mal compreendido e abusado. E esse abuso frequentemente resulta em doenças sexualmente transmitidas e gravidez não desejada. Mas há um terceiro problema nem sempre mencionado ou analisado: as cicatrizes emocionais decorrentes de uma vida sexual não orientada. Para os autores, “o sexo dentro de um contexto matrimonial é o comportamento ideal para evitar problemas” (p. 95). Como chegaram a essa conclusão? É disso que tratam as 170 páginas recheadas de pesquisas e estudos acadêmicos.

Baseados em dados recentes, os Drs. Joe e Freda questionam: Por que aqueles que não são virgens quando casam têm mais probabilidade de se divorciar do que aqueles que se mantiveram abstinentes até o casamento? Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

E eu pergunto: Você já viu questionamentos semelhantes na grande imprensa? Dificilmente. Em revistas ditas femininas? Duvido. Em publicações para teens? Também não acredito.

A abordagem midiática focada no corpo e na sensualidade – portanto na extrema valorização do aspecto físico – frequentemente se esquece do mais importante órgão sexual: o cérebro (e preservativos e anticoncepcionais não proveem proteção contra as influências do sexo sobre o cérebro). Nossa “central de comando” trabalha sob o efeito de neurotransmissores como a dopamina, a oxitocina e a vasopressina. As três são neutras, podendo recompensar bons e maus hábitos, dependendo do estilo de vida ou do comportamento adotados pela pessoa. “Com a ajuda de técnicas de pesquisa e tecnologias modernas, cientistas estão confirmando que sexo é mais do que um ato físico momentâneo. Ele produz poderosas (até para a vida toda) mudanças no cérebro que dirigem e influenciam nosso futuro num grau surpreendente” (p. 21).

“Quando duas pessoas se tocam de maneira intensa, significativa e íntima, a oxitocina [também conhecida como ‘molécula monogâmica’] é liberada no cérebro da mulher. A oxitocina então faz duas coisas: aumenta o desejo da mulher por mais toques e faz a ligação da mulher com o homem com quem ela tem passado tempo em contato físico. […] É importante reconhecer que o desejo de conexão não é apenas uma sensação emocional. A ligação é real e quase como o efeito adesivo de uma cola – a poderosa conexão que não pode ser desfeita sem grande dor emocional” (p. 37).

Segundo os autores, enquanto o efeito hormonal da oxitocina é ideal para casados, ele pode causar problemas para mulheres solteiras ou para moças abordadas por homens que desejam sexo. O cérebro feminino pode levá-la a um mau relacionamento que ela pensa ser bom por causa do contato físico e da resposta gerada pela oxitocina. A verdade sobre esse tipo de relacionamento pode ser clara para os pais ou amigos que estão preocupados com o bem-estar da moça, enquanto ela talvez não se dê conta do perigo ou da inconveniência da relação. Por isso, especialmente as mulheres jovens precisam ser advertidas sobre o poderoso efeito de ligação da oxitocina. O rompimento dessa ligação explica a incrível dor emocional que as pessoas geralmente sentem quando um relacionamento é terminado (p. 40, 41).

E quanto aos homens? Tudo o que foi dito acima se aplica também a eles, com a diferença residindo apenas no tipo de neurotransmissor: no cérebro masculino, é a vasopressina que atua de maneira similar à oxitocina. Durante o sexo, o cérebro dos homens é inundado com vasopressina, “e esse neuroquímico produz uma ligação parcial com cada mulher com quem eles tiveram relação sexual. Eles não percebem que esse padrão de ter sexo com uma mulher e então romper com ela e depois ter sexo com outra os limita a experimentar apenas uma forma de atividade cerebral comum aos seres humanos envolvidos sexualmente – a corrida dopamínica do sexo. […] O padrão de mudança de parceiras sexuais, portanto, danifica a capacidade deles de ligação numa relação de compromisso. A inabilidade de criar laços após múltiplas ligações é quase como uma fita adesiva que perdeu sua cola após ser aplicada e removida várias vezes” (p. 43).

Segundo os autores, devido à atuação da dopamina, da oxitocina e da vasopressina, entre outros fatores, cada pessoa, na realidade, pode mudar a própria estrutura do cérebro, graças às escolhas que ela faz ou ao padrão de comportamento que adota.

(Fonte: Escolhi Esperar)

E o homem inventou a DR

Discutir a relação é coisa de mulher. Se você concordou com essa afirmação é porque ainda não ouviu falar de Sócrates, o filósofo. O cara desafiou nossa versões subjetivas atrás de resposta para tudo. “O que é justiça?” Reconhece? Pois é. Então ele praticamente inventou a DR. Baita gol contra.

Com essse legado grego, agora cada palavra torta ou jogo de vôlei feminino na TV ja merece embate conjugal. Intima-se o parceiro a depor. É conversando que a gente se entende, não? Na teoria. talvez se nossa sensatez não fosse tão relativa diante do problema.

Elas só querem desabafar, xingar e tremer o queixo. Eles, provar que estão certos, a sagacidade dos argumentos no gatilho. resultado? Volta ao redor da cama em 80 minutos – e onde bem poderia ser o palco de interações mais gostosas. Para onde vamos? Sim, para a cama. Não é puxar a brasa para o lado testoterônico, mas sexo é, sim, transmissão, sintonia. Lero-lero, nem sempre. Conhece-te a ti mesmo, ao outro, lavem louça juntos, troquem olhares, dancem colados, ofereçam cafuné e, o maior sacrifício de todos, transem muito. Transem almas, encaixem-se.

A comunicação muda é o verdadeiro astrolábio (instrumento astronômico para medir a distância dos astros) da relação. Discutir é apontar o dedo, chantagear, isentar-se, insinuar débitos. O próprio Sócrates tentou desconversar – “Só sei que nada sei”. Enfim, o silêncio é sempre cúmplice do que não precisa ser dito.

(Gabito Nunes – autor do livro “A manhã seguinte sempre chega”)