Terapia do luto.

Eu nunca tinha ouvido falar disso, aposto que muitos também não. Mas hoje pela manhã vendo uma entrevista da atriz Cissa Guimarães, que perdeu seu filho recentemente, e está fazendo este tipo de terapia, achei mega interessante o assunto.
Sempre fugimos desse assunto, erroneamente, pois a qualquer momento este fato pode ocorrer mais perto de nós do que imaginamos.
E agora? O que faremos? Como suportar essa dor, como continuar, o que pensar, o que não pensar…
Diversas questões passam pela nossa mente. E quanto mais próximo de nós mais complicado fica. Quem já passou por isso sabe muito bem.

E a verdade seja dita, quando não sabemos lidar com essa situação, já não basta viver a morte de uma parte de nossa vida, temos também a dor de não conseguirmos mais levar a parte que ficou viva.
O objetivo da terapia do luto é reverter, junto à família ou ao membro interessado, todo esse contexto de uma dor congelada, negação dos fatos, fugas, medo do futuro… O reconhecimento comum da realidade da morte entre os familiares, normalizando a perda e diminuindo a sensação de mistificação são pontos relevantes do tratamento.

Quero muito que vocês assistam esse vídeo com a entrevista da Cissa.

Eu que Deus nos prepare para esse momento quando ele bater a nossa porta.
Também para que possamos ajudar o nosso próximo a continuar!

Uma boa semana a todos. Cheia de vida, transformação, renovo e fé.
Nossa vida continua e que continue cada dia melhor! =)

9 comentários sobre “Terapia do luto.

  1. venho aqui fazer um apelo pois tenho uma amiga que perdeu a filha
    há uma semana brutalmente e a dor que esta mae ta sentindo parece que
    vai arrancar o coração dela do peito, gostaria de saber se tem algum medico da terapia do luto disposto a ajuda-la gratuitamente pois ela não tem condições financeira para sessões, se por um acaso vc que leu alguem que teve ou tem essa mesma dor que pode ate enlouquer o ser humano, se poder estender a mão a essa mãe por favor entre em contato comigo. Que deus abençoe vc e sua familia

    • Olá Rosilene, acabei de mandar um email pra vc com algumas informações.

      Espero que tenha ajudado e obrigada pela visita!

  2. Olá Deka!

    Achei muito interessante por você ter tecido este comentário e abordado este assunto q até a presente data, era desconhecido para mim…
    No dia 08 do mês de dezembro completará 08 meses que eu perdi meu noivo, vítima de um aneurisma. Ele passou mal de repente e faleceu abruptamente… Ele era saudável, militar, fazia atividades físicas diariamente e nunca sentiu ou reclamou de qualquer tipo de sintoma.
    Para mim foi o fim! Fiquei péssima e até hj estou muito mal…
    Já me acostumei só um pouquinho com a falta dele, mas vivo dias diferentes e cheios de nuances ( autos e baixos)… Um dia sinto raiva, no outro dia saudade, no outro inconformismo, no outro culpa por algumas coisas q falei demais, afinal não sabia q ele morreria… No outro, culpa por coisas q eu deixei de falar e muito, muito medo tb…
    Medo de morrer, medo de viver… Passei a achar a vida injusta e q não vale a pena ser vivida, já q a gente um dia se vai mesmo… De q q adianta tantos planos, projetos, sonhos? Fazer tudo certinho e daí a morte vem e ceifa a vida da gente na nossa melhor fase? Sinceramente não dá para compreender!
    Não há um só dia q eu não pense nele e à noite é pior, ainda mais qdo chega a hora de dormir…
    Daí, me bateu uma vontade de entrar agora na internet e pesquisar sobre como as pessoas q passam por perdas de seus entes queridos, conseguem superar seus traumas e vi essa postagem falando sobre a Cissa Guimarães e a ” Terapia do Luto”…
    Venho por esse motivo pedir sua ajuda humildemente, como a amiga q postou um comentário tb antes de mim…
    Não tenho condições financeiras de arcar com despesas tais como: Psicológicas, Terapêuticas, psquiátricas… Mas sinto q preciso muito, pois completará 08 meses da fatalidade e me sinto pior a cada dia…
    Peço a vc qq ajuda. Seja através de uma mensagem de força , de um e-mail, ou do que vc puder fazer por mim… e desculpe-me pela a falta de tato em relatar a minha dor. É q infelizmente desde o acontecido, não sou mais a mesma e perdi a felicidade e ânimo de viver… Logo eu, q sempre fui tão alegre e feliz!!! Nem eu estou mais me suportando…
    Mais um vez, desculpe-me…
    Fica com Deus!
    Desde já agradeço,
    Adriana

  3. Eu fiz tratamento 5 anos para engravidar, e Deus me abençoou com um filho maravilhoso.
    Cauã nasceu lindo com uma saúde de ferro, nasceu logo no dia dos pais. Depois de 7 anos depois de outro tratamento ganhei o Caiky. Como Deus pode ser tão bom né, me abençoar 2 vezes. Mas por obra do destino o Cauã caiu da laje de um galpão de 10 metros aos 14 anos de idade no dia 17 de Julho 2010 e foi sepultado dia 19, um dia depois do filho da Cissa Guimarães estava estudando, tralhando como jovem apendiz, faleceu no hospital. Minha vida…
    Sei lá o que virou fiquei louca, doamos os orgãos e disse para o Caiky que ele virou uma estrela, e hoje faço terapia uma vez por semana. O que sei é orar para que ele esteja bem. É um sentimento que não sei explicar, digo apenas que vivo com a metade de meu coração pois ele levou com ele a outra parte.
    Hoje o que sei fazer é escrever, um modo que eu encontrei de poder dizer da saudade que sinto .
    Espero poder postar mais.

    SOBERANA RAINHA

    Que me propôs sentir tudo isso, como prova da existência de uma força maior.
    Sei que é o amor que veio urgir em minha vida,
    E que minhas lágrimas é tão somente para limpar minha alma.
    Eu que pensei que tudo sabia.

    Eu que nunca parei pra pensar o que seria isso.
    Oh, Rainha Imaculada
    Que me colocaste a prova
    Que esta me fazendo ver, que nada é por acaso.
    Que me faz sentir o que essa coisa chamada de dor.
    Para poder simplesmente transformá-la em amor.

    Eu sei que tu me colocaste à prova desse acontecimento,
    Em que tantas pessoas filhos de ti, às vezes passam por coisa tão mais dolorosa.
    E que esquecem que Deus existe.
    Sei que é uma jornada longa e infinita.
    Mas sei também que não estou só.

    Pois sei que Tu Rainha minha, nos ampara.
    E que essa dor, se posso chamar assim,
    Se transforme no mais sublime sentimento de carinho, para que haja compreensão para tudo.
    Quase tudo,
    Pois eu sei quase nada.

    Mas nas minhas orações, peço sempre amparo.
    Amparo para os que seguem esta viagem.
    Amparo para os ficam.
    E que essa luz brilhante e tão imensa,
    Possa acima de tudo,
    Dar-nos força, coragem e resignação para continuarmos desse lado da vida.

    Senhora e mãe do céu, que olhas por nós,
    E bem sei o que faz girar tudo isso
    É tão somente o amor e gratidão que tens por nós.
    Abençoada mãe do céu, nunca nos desampare.

    Amém.

    Eternamente mãe
    Eternamente filho

    Cauã, minha estrela
    Minha Vida!

    19/08/10 – 6:15 horas

  4. Compartilho e compreendo os comentário anteriores,fui viver com o meu marido no ano de 1994 em novembro,foram anos díficeis até mesmo pela diferença de classe social e ele tinha vários problemas com vício de maconha e também bipolar,na época um homem muito inteligente mas com bastante dificuldades em se realizar profissionalmente e com isso carregava um sério complexo de inferioridade já que os irmãos eram bem sucedidos ,oriundo ele de uma família muito bem sucedida ligada a sobrenomes e condições,bem eu era digamos assim o et da familia não trazia sobrenome e nem posses e isso foi algo que os incomodou e bastante no inicio e durante alguns anos, na verdade no inicio era paixão depois virou amor a convivêcia o dia-dia resultaram na mais profunda ligação que nunca ima ginei que pudesse existir,no ano de 2004 em novembro nos casamos no civil e no religioso ele principalmente insistiu era o grande sonho dele ele chorou e muito durante a ceremonia , fiz uma homenagem para ele no altar diante de todos merecidamente,até porque ele era o homem mais carinhoso,gentil e amoroso que eu já conheci mesmo depois de anos juntos.E 2008 decidimos ter o nosso primeiro filho e em setembro deste mesmo ano engravidei ,foi só alegria ,eçe contava para todos até mesmo para estranhos tamanha era a alegria dele , descobrimos que era um menino,nossa mais feliz ele ficou era tudo oque ele queria ,quando eu estava com 34 semanas começei a sentir as dores e nosso pequeno Gabriel veio ao mundo ,mas infelizmente ele não sobreviveu,nasceu com algumas más formções congênitas,e isso para o meu marido foi devastador,ele não chorou simplesmente voltou para o vicio depois de tantos anos ,isso para ele seria a maior realização da vida dele !Eu passei por um sofrimento que nunca pensei existir era uma dor que não passava,não tive condições de ajudá-lo ,até porque a bipolaridade que ele tinha o deixava mais vulnerável ainda a tudo isso,bem 6 meses depois engravidei novamente ,mesmo contra a vontade de alguns da família dele que achavam que não deveríamos ter mais filhos ,já que poderíamos ter problemas genéticos e eu não aceitei e fui atras ,eu sabia que este era perfeito,mesmo assim ele não parou com o v´cio ele só dizia que ia parar ,no incio de março de 2010 ele parou eu estava com quase sete meses,tudo bem em junho nosso pequeno Ysmael vai chegar e seremos uma família feliz ,depois de tudo oque passamos,agora viriam as bençaõs,ele ligava todos os dia para a mãe dele para dizer quantos dias faltava para o bebe nascer fazendo planos do tipo,de trocar fraldas ,cuidar,brincar e etc…………. enfim amá-lo mais ainda e nós felizes,ele já vinha há alguns meses com dificuldades para engolir ,pensamos que fosse porque ele estava nervoso pela chegada do bebe ,só que piorou em maio ,e ele não conseguia mais nem mesmo engolir água ,então no dia 28 de maio de 2010 ele foi diagnosticado com cânçer de esofago estágio4,nosso filho estava há três semanas de vir ao mundo,nossa a notícia foi como um soco na boca do estomago, fiquei atordoada ,meu marido hospitalizado ,oque fazer,pensei ele foi totalmente desenganado ,mas Deus não vai permitir ,nossa caminhada juntos aconteceram tantas coisas e não nos separamos,não haverá de ser essa doença que vai nos separar,e assim começou a luta contra essa doença maldita,meu marido passo a se alimentar e beber através de uma sonda na jajunostomia,que fica no intestino para os leigos e uma semana antes do nosso filho nascer ele veio para casa abatido bem abatido em função da primeira quimioterapia muto agressiva segundo os médicos tratamento apenas palhativo,Nosso filho nasceu de cesariana dia 23 de junho de 2010,de cesariana ele nem pode ve-lo nascer ,chegou atrasado estava muito fraco e dependia de outros para chegar ao hospital,mesmo assim ficou muito emocionado ao ve-lo e pegá-lo nos braços pela primeira vez,apartir daí eu tinha um fulho recém-nascido e um marido e pai para cuidar e alimentar ambos,foi díficil,mesmo eu acreditei e tive fé que ele iria se curar e finalmente seríamos uma família completa,então no dia 1 de novembro de 2010 às 03:50 da manhã não resistiu e faleceu o grande amor da minha vida partiu,e nosso pequeno Ysmael enterrou o próprio pai aos 4 meses e oito dias ,hoje já fazem quase 05 meses que ele partiu não tem sido fácil recomeçar ,não devemos jamais essas perdas em nossas vidas nos tornarem vítimas e sim nos fortalecermos ,até podemos ter momentos mais doçorosos como chorar e chorar muito isso faz bem até relacha,porém depois desses momentos novamente levantar a cabeça olhar para frente e continuar,claro que muiyas vezes já me perguntei e pergunto :porque tudo isso aconteceu comigo,mas eu sei que nunca terei a resposta então é melhor eu seguir em frente,até porque tem o meu filhote amado que precisa muito de mim e também minha mãe e irmãos que me amam e querem mever bem e eu devo por mim em primeiro lugar e por eles ter amor,fé obstinação pela vida.Contei tuda a minha históra nem sei se alguém vai ter a paciência de ler ,para que se alguém estiver passando por perdas em sua vida ,pelas quais eu passei ou parecida saber que é possível recomeçar e não deixar que a dor da perda nos arraste para um poço sem fundo por favor não permitam isso………….

  5. Perdi meu marido a 5 meses completou ontem 01.08.2011 e cada dia fica mais dificil, estou procurando ajuda de todos os tipos, ninguém mais me aguenta, agora cheguei a conclusão que só as pessoas que estão passando pela mesma dor que conseguem entender o que estou sentindo, gostaria de ter contato com Adriana Lopes e fazer terapia de luto, já liguei para a terapêuta da Cissa Guimarães, mas infelizmente está fora do meu orçamento e de preferência gostaria de fazer terapia em grupo, não tenho nem pai nem ma~e nem filhos, como ele também não tinha, era um relacionamento muito forte ele era tudo para mim, me sinto só no mundo, me ajudem.

  6. Meninas, eu tenho apenas um contato aqui de samo paulo com relação a isso e é antigo então não sei se ainda funciona. Se tiverem mais informações por favor compartilhem no post. Muitas pessoas estão precisando da informação.

    Programa de Intervenção e Estudos sobre Perda e Luto da Unidade de Intervenção à Família e Comunidade (UNIFAC) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) , o serviço é gratuito e aberto a toda a comunidade. É indispensável agendar horário para uma entrevista inicial pelo telefone (11) 5084-4698. A UNIFAC está localizada na Rua Leandro Dupret, 166, na Vila Clementino, próximo ao Metrô Santa Cruz

  7. Pingback: A terapia do Luto – Psicologia – InfoEscola – Rarfix

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